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domingo, fevereiro 17, 2008

Barca d'Alva - La Fregeneda

Apesar dos morcegos, ao contrário de que muita gente pensa, não hibernarem, parece que nós andamos hibernados nesta nossa rotina que nos vai consumindo todo o tempo. Apesar disso, não queriamos deixar passar a oportunidade de "a título" de parabéns, presentear a nossa amiga Tanya com um post no dia do trigésimo aniversário.


Este já andava na fornalha à uns meses, desde Maio de 2007, altura em que quatro aventureiros amigos concretizaram mais uma jornada épica, Barca d'Alva - La Fregeneda.





Conforme escrito na placa, não tentêm isto em casa, o caminho não está nas melhores condições e com um bocadinho de azar as coisas podem correr mal. Entre 20 túneis, 13 pontes e cerca de 17 km de linha férrea, desactivada desde 1985, tudo pode acontecer. O passeio de perto de seis horas (dependendo das vertigens e grau de confiança dos caminhantes) é absolutamente expectacular. O enquadramento arrebatador e a presença dos morcegos nas grutas tornaram esta experiência inigualável.







Foi uma passeio de emoções. Cada vez que terminavamos uma ponte a cair aos bocados, esperava-nos um túnel escuro sem fim à vista (o último tinha 1 km de escuro e montes de guano!).




Mas conseguimos superar os obstáculos e soubemos ter (algum...) bom-senso ao não atravessar uma ponte que não tinha mesmo bom ar.




No final deste passeio, estavamos tão rendidos à paisagem, à vegetação, às dobras e fendas nas rochas, que passamos a noite a pensar em formas de sobrevivermos em freixo de espada-à-cinta. Já tinhamos pensado num negócio, na casa (iamos ser viznhos), no número de filhos que iamos ter (iam ser muitos, sujos, ranhosos e despenteiados e iam andar na mesma escola). Estava tudo pensado. No entanto, estranhamente, no dia a seguir rimo-nos com estes planos e regressamos a casa já sem planos para viver no Freixo mas com vontade de regressar.




Bora amigos? Quando voltarem de NYC, vamos terminar a linha que nos falta fazer, compramos umas casinhas bem velhinhas, arranjamos um rebanho de qualquer coisa para levar a pastar e certamente que seremos... felizes para Sempre!


Ou então fazemos outra coisa qualquer desde que juntos e a dar boas gargalhadas. Parabéns Tanya! Um abraço Mário!


Rui e Mafas

segunda-feira, março 12, 2007

Sintra! Voltinha do costume...

Quando os meus neurónios pedem descanso, algo que ultimamente é para aí...a cada 5 minutos... não consigo pensar em nada melhor do que fazer algo tão fisicamente esgotante que nem tenha tempo para pensar.

Por isso, no sábado lá fomos “dar um saltinho à serra”. Ligámos aos tótós – que aceitaram o “passeio” – e lá fomos nós. Começámos no Lourel e terminámos no Lourel – à pois é... o teletransporte ainda não está patenteado. E não fossemos ficar “4 amigos-mosca” viemos a andar até ao lar-doce-lar. Não sem antes andarmos 4 horinhas não sei bem por onde.... MC


A primavera veio em força e enquanto meio Portugal rumava para a praia, o gang preferiu o verde calmo da serra. O percurso foi o do costume, Lourel, S. Pedro de Sintra, Castelo dos Mouros, Vila de Sintra e finalmente o regresso a casa. O dia esteve simplesmente maravilhoso, caminhámos horas, grande parte do tempo sem vermos ninguém. Sintra é assim, e que bom que é!


Escusado dizer que quatro horas a andar em trilhos sinuosos na serra não dão grande descanso ao corpo, agora a alma, fresquinha, fresquinha. Um conselho à tripulação... aproveitem a serra! Está aqui tão perto. No final acabamos por deitar abaixo uns belos dos travesseiros da piriquita, a título de troféu, (a uns chocantes 1,10Euros cada)... RP







P.S. o que valeu aos travesseiros é que, como bons Sintrenses, a entrada não “convencional” no Castelo foi gratuita! (se é que me faço entender)

P.S.1. estes são os tótós!