sábado, setembro 27, 2008

Dia 9 Raleigh - Philadelphia - New Jersey

Fazer férias com a Tanya e com o Mário revelou-se…diferente. E quando nós achávamos que iríamos ver os pontos de interesse de Philadelphia o primeiro local onde eles nos levaram foi a umas escadas, e passo a citar “muito importantes”. Bem, para aqueles que não sabem, o Rocky (sim, leram bem, o Rocky) num dos seus filmes termina um treino intenso, em que percorre a correr as ruas de Philadelphia, a subir pelas escadas do Philadelphia Art Museum. E nós fomos fazer a parte das escadas. Consola-me o facto de que, além de ter de assumir que foi muito divertido, não éramos os únicos! À pois é! Não havia ninguém que não chegasse às escadas e não começasse a correr por ali a cima como se não houvesse amanhã!







Depois das escadas, é que fomos ver um dos maiores símbolos da cidade – o Liberty Bell. Este sino foi, e é, tocado sempre que é atingido um feito histórico que se traduza em liberdade de expressão.

Terminámos a visita a Philadelphia a jantar uns maravilhosos e premiados Philly Cheesteaks. Depois, sempre acompanhados de perto (muito perto mesmo…) por uma trovoada brutal, fizemos uma paragem antes de chegarmos a cas, no Quickcheck para comprar comida para o pequeno-almoço do dia seguinte. Tivemos uns dias de sonho mas a verdade é que soube bem chegar a casa!

Antes de nos irmos deitar, fomos ao Youtube ouvir a eleita “música da viagem”: em teoria, seria a Welcome to Miami do Will Smith. Mas assim que ouvimos a música na net - que só a Tanya conhecia - percebemos que passamos a viagem a cantar a versão da Tanya e, qualquer proximidade com a versão original, é pura coincidência. Será que é por estas coisas que gostamos tanto dela…? Á parte da música da viagem também elegemos as frases da viagem:
- Prepara a máquina!
- Está um bom dia para rolar!
- É pá, o quarto tem comida no chão!
- Viram aquele relâmpago?
- Será que aqui há tubarões?
MC, RP

domingo, setembro 21, 2008

Dia 8 St. Augustine – Raleigh

Durante a manhã fomos visitar St. Augustine, a cidade mais antiga dos Estados Unidos estabelecida por europeus. Valeu a pena porque é um local importante na história dos USA. Mas, à parte da escola mais antiga dos USA (que está presa ao chão com uma corrente gigante para não ser derrubada pelos ventos fortes) e da drogaria mais antiga dos USA (onde existiam coisas sinistras à venda como caixões e túmulos), St. Augustine não foi o local mais engraçado onde estivemos – pelo que percebemos uma parte dos edifícios são réplicas e o comércio de souvenirs domina o local.







Depois de percorrermos St. Augustine extremamente bem guiados pela Mafas que, não respeitando integralmente o difícil percurso do guia, levou os seus amigos a sítios fantásticos como ruas secundárias e sem graça da cidade – seguimos rumo a Norte e tentámos conduzir até ao limite para ficarmos próximos dos objectivos do dia seguinte: Philadelphia e casa dos Tugas.

Fomos dormir à bela terra de Raleigh num motel onde adjectivos como decadente, sujinho e assustador nos ocorriam com frequência. No dia seguinte acordámos cedo para iniciar a nossa viagem, mas também porque queríamos sair daquele lugar rapidamente…

MC + RP

Dia 7 Miami – St. Augustine

Surfar em águas quentes faz parte do imaginário de qualquer surfista. E nós – aprendizes na matéria – tínhamos a mesma ambição.

Começamos por ir à loja de surf mais mítica dos states – a Ron Jon Surf Shop em Cocoa Beach (http://www.ronjons.com/) (pelo menos foi o que nos disseram na costa leste; na oeste dir-vos-ão que as lojas mais míticas são em Santa Cruz e Huntington Beach em Orange County) Nesta (mega!) store há de tudo para todos os gostos. No que toca a pranchas os valores atingem os $6.000. Como caía uma trovada brutal lá fora e informaram-nos que “the beach is closed” tivemos bastante tempo para experimentar todos os óculos escuros da loja e ver todos os íman de frigoríficos que haviam na loja. Passou a trovoada e, depois de fazermos uma breve prospecção de preços sobre aluguer de pranchas, optamos por alugar na praia por $10 à hora. Valeu cada cêntimo!

Surfámos em Cocoa Beach (http://www.spacecoastsbestbeaches.com/). Começamos por alugar 2 pranchas para 3 porque a Tanya quis-se dedicar à reportagem fotográfica (o que gerou um problema de espaço nos cartões de memória mas nada a que não estejamos habituados!). Mas rapidamente fomos arranjar mais uma prancha porque a Mafas achava que quando era ela que estava fora de água os minutos passavam mais rápido! Foi fantástico. O Mário estava nas nuvens. O Rui fartou-se de apanhar ondas. A Mafas deu uns bons tralhos mas também curtiu à grande! E nem a fotógrafa resistiu ao apelo das ondas! O único “potencial” stress eram os tubarões – haviam alertas afixados nas praias e os locais insistiam em nos lembrar que estas simpáticas criaturas andavam por perto (mas os locais só queiram que saíssemos da água para terem não terem de partilhar as ondas). Mas depois da primeira onda esquecemos a fauna selvagem…e siga para frente!














Depois do surf, seguimos para Cape Carnaval e fomos até à NASA – Kennedy Space Center. Como chegámos a meio da tarde não justificava entrar porque o bilhete era carote. Ficamos pelas redondezas a ver o pouco que a vedação não ocultava.


Aproveitamos para passear pela zona e acabamos a fazer um percurso de carro pelo trilho Black Point Wildlife Drive. Vimos várias graças, íbis, rapinas, um mocho, entre dezenas de limícolas. Mas nada nos fazia tão sorridentes ver nos cursos de águas uns discretos olhinhos fora de água característicos dos alligators. Depois do passeio, seguimos rumo a Norte e fomos dormir perto de
St. Augustine.












MC, RP

sábado, setembro 20, 2008

Dia 6 Key West – Key Largo – Everglades – Miami

Da pesquisa feita pela Tanya, havia vários bancos de corais onde poderíamos mergulhar (não fosse o recife de coral das Keys o 3º maior do mundo, logo a seguir ao grandes recifes de coral da Austrália e do Belize). Escolhemos ir ao que nos parecia ser o melhor e um dos clássicos das Keys – o John Pennekamp National Park em Key Largo (http://www.pennekamp.com/). Quando ligámos para fazer a marcação, disseram-nos que estavam esgotados… mas fomos na mesma e, 15 minutos depois, estávamos a caminho do White Bank Dry Rocks.

Á medida que a embarcação se aproximava do local do mergulho (um percurso de 30 min) estávamos cada vez mais deslumbrados com a paisagem: inicialmente percorrermos uns canais desenhados por entre margens de mangal e, quando deixámos a zona dos canais, navegamos por um mar transparente onde era possível ver o fundo a partir da embarcação. Assim que entramos na água começaram as “chamadas de atenção” entre nós: “Rui, Rui, venham cá! Montes de peixes coloridos!” “Pessoal: uma moreia verde” “Amigos: barracudas com ar de poucos amigos” “Como é que se chama um peixe com o bico de papagaio que come coral?” Estávamos nós a delirar com o aquário gigante onde estávamos (sempre a olhar pelo canto do olho a ver se aparecia algo semelhante a um tubarão vindo da zona mais profunda da fronteira do banco de coral) quando o Mário nos chamou: “Venham rápido”. E fomos. E ficamos os quatro em silêncio (e juro que não é fácil estarmos os quatro em silêncio… principalmente as ladies) a olhar atentamente para uma tartaruga que se alimentava de algas no fundo do mar que, provavelmente pressentindo que não lhe queríamos mal algum (muito antes pelo contrário) por ali ficou entanto nós estávamos completamente rendidos ao cenário.

Como estávamos numa zona pouco profunda (onde os corais de fogo podem provocar queimaduras que se tornariam certamente numa recordação difícil de esquecer) optámos por deixar a nossa amiga continuar por ali a curtir a sua vidinha. Este foi certamente um dos momentos mais especiais da viagem. Quando o mergulho acabou estávamos completamente siderados com a experiência.









Depois de um mergulho nada como ir almoçar a um restaurante com bom ar e sermos enganados na conta. Faz parte de qualquer viagem! E apesar de pagarmos mais do que o destinado no rigoroso orçamento previsto para as férias, implicando mesmo uma recarga da bolsa cor-de-rosa, comemos uns fantásticos filetes grelhados de mai-mai e bacalhau fresco e tivemos como companhia um bando de íbis (só nas Keys! em vez de gaivotas..íbis! e galos - nas Keys é frequente ver galos a passear pelas ruas!)

De seguida, fomos a caminho dos Everglades (www.nps.gov/ever/) (ainda que tenhamos feito uma pequeníssima incursão nos glades – como lhes chamam os locals). Mas deu para perceber a magia do local. E, já quando menos esperávamos porque a trovoada (e os mosquitos!) não dava tréguas conseguimos embarcar num Airboat e fazer um passeio numa Alligator Farm. A velocidade (o barulho!) e a mobilidade dos Airboat tornaram a experiência hilariante porque ficamos complemente encharcados e tivemos a possibilidade de experimentar uma forma de deslocação completamente alternativa.











Ao fim do dia, e complemente estoirados, procurámos um sitio para dormir perto dos locais onde ouvimos dizer que haviam boas ondas todo o ano.

MC, RP

sexta-feira, agosto 22, 2008

Dia 5 Key West, FL – Dry Tortuga – Key West, FL



Acordámos antes da 07:00. Este era o único dia em que tínhamos um programa reservado com alguma antecedência. Key west fica no extremo sul da Florida, mas, (e existe sempre um mas) queríamos mais qualquer coisa, algo que à partida marcasse inevitavelmente as férias. Uma rápida pesquisa na Internet e, voilá! Uma ilha a 2:30h de Key West em direcção ao Golfo do México. As Dry Tortuga constituem uma área de reserva do parque nacional e, para os mais interessados existem pelo menos duas companhias a efectuar os trajectos de barco a cerca de 120 dólares por pessoa (um programa de um dia). Levamos o essencial: óculos de mergulho, tubo, barbatanas, toalha de praia, protector solar (devia ter sido mais forte…) e água doce porque o nome “Dry” deve-se à inexistência de água doce na ilha. Durante a viajem vimos dezenas de pequenas ilhas e fomos sempre com atenção para tentarmos ver tubarões, golfinhos ou tartarugas – sendo que acabamos apenas por ver peixes-voadores mas foi o suficiente para ganharmos a viagem.

As ilhas tornam-se especiais pela presença inesperada de um forte militar com uma dimensão colossal perante a pequena extensão de areal que o envolve. O projecto ambicioso e algo megalómano faria parte da defesa americana para o Golfo do México. Acabou por nunca ser utilizado mas a sua presença é marcante e, á boa maneira americana, souberam transforma-lo numa importante atracão turística. A presença de pessoas na ilha é limitada diariamente e quem vai tem que obrigatoriamente regressar ao final do dia, ficando apenas alguns sortudos que consigam autorização para uns dias de campismo selvagem. Antes do tão esperado mergulho optamos por visitar o forte (Fort Jefferson), mas confesso que a ansiedade de entrar dentro de água quase nos levou a ignorar a visita guiada…e, sinceramente, quando o guia começou a dizer mais de 3 humm e hãaam por frase, decidimos que iríamos fazer a nossa própria visita guiada com a ajuda das placas informativas espalhadas pelo forte. E assim foi. Visitamos o forte e ficámos particularmente impressionados com o sistema de recolha das aguas pluviais para armazenamento em de cisternas subterrâneas (simples mas muito eficaz) mas, quando chegamos ao farol, a vista sobre a área envolvente fez-nos precipitar pelas escadas abaixo e tudo o que queríamos era entrar naquele mar azul turquesa. Comemos rapidamente a bordo da embarcação antes que toda a gente regressasse para almoçar e entramos dentro de água…e já não queríamos sair. Água quente e transparente. Muitos peixes de diferentes cores e tamanhos (os maiores chegavam a meter respeito…). Haviam cardumes nos quais era possível nadar sem que o cardume se separasse (mas que experiência!). Barracudas, chocos, corais, peixes papagaio, castanhetas, etc, mais tudo o resto que não sabemos o nome e, quando espreitávamos fora de água tínhamos imensas aves a voar sobre nós. Foi mesmo um momento especial.

Cumprimos o horário do barco mas devemos ter embarcado no último segundo. Custou-nos deixar a ilha onde o tempo realmente parecia ter parado. Mas a viagem de regresso reservava-nos algumas surpresas e vimos tartarugas no regresso a Key West. Aliás, a Mafas até viu tartarugas bebés mas como foi a única, o avistamento de tartarugas bebés neste percurso permanece um mito no qual só ela acredita!

P.S. Já em Key West não deixamos de ir comer um belo hamburger ao Sloppy Joe´s, o bar favorito de Ernest Hemingway!

MC, RP





















quinta-feira, agosto 21, 2008

Dia 4 Dania Beach, FL - Key West, FL

Decidimos que iríamos para as Florida Keys pela estrada que fosse mais junto ao mar. E lá fomos. Problema: sempre que víamos o mar queríamos dar um mergulho. Começamos em North Miami e terminamos em Miami Beach (e só não foram mais mergulhos porque o condutor dessa manhã mostrou-se muito decidido a atingir as keys e ignorava alguns dos pedidos para parar em mais sítios para irmos a banhos!). Os locais por onde andámos era mesmo à filme. Miami não tem que enganar: vejam um episódio do CSI Miami e está tudo lá: as mansões, os carrões, os barcos, os arranha-céus, os edifícios art deco e as meninas e os musculados de patins. A água do mar era azul-turquesa e quente – tipo “banho-maria”. Depois da praia e de um fantástico pic-nic num parque de estacionamento (grandes tugas!) seguimos para as keys.
MC, RP


Muitos afirmam que a estrada que percorre as Keys é uma das mais bonitas do mundo, e olhem que são bem capazes de ter razão. É o tipo de percurso em que temos vontade de parar de 100 em 100 metros para tirar mais umas fotografias. Vale bem a pena perderem um bocadinho e espreitar no Google Earth, se bem que nem o Google nem nós conseguiremos passar a mensagem... é mesmo o tipo de coisa que só fazendo. As Keys são constituídas por cerca de 1700 ilhas (dizem eles porque não conseguimos visitar todas! J) e o percurso atravessa muitas delas o que já se adivinha que entre cada ponte teremos uma praia maravilhosa de água morninha para a banhoca. De Miami a Key West ainda são umas boas 4 horas de carro, e sabendo que parando em todas as praia ainda estaríamos por lá hoje, optámos por duas delas, talvez as mais mediáticas, a Sombrero Beach e a Bahia Honda a que apelidamos por “Quase Paraíso” e “Paraíso”. Escusado será de referir que ambas têm areia branca (com pedaços de corais ao longo do areal), água morninha, palmeiras (com e sem cocos), ninhos de tartaruga, pelicanos fora de água, e dentro de agua, peixes de várias cores e sempre que foi possível, um Rui uma Mafas um Mário e uma Tanya (pelo menos até a pele enrugar a ponto de sermos obrigados a sair). O dia terminou com a chegada ao Days Inn em Key West para um merecido descanso, afinal, amanhã era um grande dia!